inocencia
Uma boca que me beija
E desce
Vagueia pelo entorno do pescoço
E me vira do avesso
Uma mão que segura minha cintura
E faz parecer a coisa mais indecente
Do mundo inteiro
Uma perna que enlaça a minha
Já cansada e jogada
Só pra dizer que
Está ali
Um braço jogado por cima
Da minha barriga
Pra não esquecer que eu
Também estou
O tesao de quem olha
O corpo adormecido ao lado
E não acredita na sorte
De poder estar ali
As curvas
O cheiro
O gosto
A temperatura
Não tem perfume caro
Não tem jantar romântico
Não tem carro importado
Que acelere o coração
Mais do que um puxão pelo
Quadril no meio da noite
Quando tudo começa outra vez
Quando as horas não importam
Quando o resto do mundo
Não tem vez.
E desce
Vagueia pelo entorno do pescoço
E me vira do avesso
Uma mão que segura minha cintura
E faz parecer a coisa mais indecente
Do mundo inteiro
Uma perna que enlaça a minha
Já cansada e jogada
Só pra dizer que
Está ali
Um braço jogado por cima
Da minha barriga
Pra não esquecer que eu
Também estou
O tesao de quem olha
O corpo adormecido ao lado
E não acredita na sorte
De poder estar ali
As curvas
O cheiro
O gosto
A temperatura
Não tem perfume caro
Não tem jantar romântico
Não tem carro importado
Que acelere o coração
Mais do que um puxão pelo
Quadril no meio da noite
Quando tudo começa outra vez
Quando as horas não importam
Quando o resto do mundo
Não tem vez.
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